sábado, 22 de Agosto de 2009

Primeira badalada…
De mãos entrelaçadas como punhal que crava na pele, lançamo-nos até ao deslumbrante cume dos nossos sentidos.
Segunda badalada…
Iniciamos a nossa viagem com rumo ao Luar que nos tem adormecido noite após noite.
Terceira badalada...
Do alto, avistamos a cidade repleta de luzes, as luzes que espelham todos os momentos passados num colérico romance.
Quarta badalada…
Pela minha frente, admiras toda a paisagem sublime que outrora serviu de berço das nossas fantasias.
Quinta badalada…
Absorvo o aroma do teu cabelo numa breve brisa noctívaga…
Sexta badalada…
Corvos que acompanham a sedução dos nossos corpos…
Sétima badalada…
Lábios húmidos e atormentados que acompanham a corrente sanguinária do teu pescoço…
Oitava badalada…
Dedos que dançam pela tua face, que descem pela estrada do desejo…
Nona badalada…
Sustenho a respiração e consumo o orgasmo poético que te percorre as veias…
Décima badalada…
Silêncio…
Décima Primeira badalada…
Sorriso…
Décima Segunda badalada…
Apago as estrelas e embriago-te no seio da noite...
Vampyyri de Lönratt



